O troféu da simplicidade
O Internacional vinha entrando em campo com uma dose de pedantismo desde as quartas-de-final, quando, por pouco, não perdeu a vaga em casa para o Flamengo. Com insucessos nas últimas semanas, nesta noite de finalíssima a equipe de Tite entrou nervosa, desconcentrada e apressada. O Corinthians de Mano, lúcido, seguro e confiante. E foi com uma equilibrada mistura entre vontade e sobriedade que os atuais vice-campeões abriram 2 a 0, com Jorge Henrique e André Santos (à esquerda: Agência Lance), o lateral titular nos últimos dois jogos da Seleção e o melhor corintiano da partida. Em tempo antes do fim da etapa inicial, Nilmar esbarrou no goleiro Felipe em três lances. (No primeiro, uma das defesas mais bonitas que vi na vida! Uau!).
O segundo tempo foi morno até pouco mais de sua metade, quando Alecsandro marcou dois gols de cabeça e deu um fiozinho de esperança à torcida do Inter. Parecia que o jogo ficaria bonito de novo, mas eis que D'Alessandro, ao ver Cristian simulando contusão para fazer o tempo passar, arruma confusão com William, e o imbróglio iniciado pelo argentino se arrasta por longos cinco minutos. Aliás, os jogadores do Inter mostravam-se com os ânimos desenfreados desde o início de jogo, censurando o bom e correto juiz Ricardo Marques Ribeiro a cada bola dividida que terminava em lateral sinalizado a favor do Corinthians.No fim, seis minutos de acréscimo, mais uma espetacular defesa de Felipe em cabeçada de Índio (?), chance desperdiçada por Ronaldo e Corinthians, indiscutível e merecidamente, tricampeão da Copa do Brasil. Os gaúchos pecaram pela arrogância, como o próprio Corinthians no ano passado, na perda do título para o Sport, e os paulistas foram abençoados pela nunca excessiva humildade.
Em ano de centenário do Inter, festa do time que comemora um século de existência no ano que vem. E nada melhor do que celebrar 100 anos jogando o torneio entre clubes mais importante das américas.





